design sem nome 46

Casos de malária caem no Amazonas, mas áreas indígenas ainda concentram 44% dos registros

Amazonas Saúde

O Amazonas apresentou uma notícia positiva no combate a uma de suas doenças mais persistentes. De acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), o estado registrou uma queda de 17,9% nos casos de malária durante o primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Ao todo, foram 22.897 notificações, contra 27.890 em 2025.

Desafio persiste em áreas indígenas e rurais

Embora a redução seja um avanço importante, o cenário epidemiológico exige cautela. O levantamento aponta que a malária continua concentrada em regiões específicas: os territórios indígenas respondem por 44,12% dos registros, seguidos pelas zonas rurais, com 38,09%. Somadas, essas áreas representam mais de 82% de todos os casos confirmados no estado.

O perfil dos infectados também revela onde a doença atinge com mais força. Jovens e adolescentes entre 10 e 19 anos concentram cerca de 21,9% das ocorrências, seguidos pelo grupo de 20 a 29 anos. Quanto ao tipo de parasita, o Plasmodium vivax segue como o mais comum, representando 88,6% dos casos, enquanto o Plasmodium falciparum, que provoca quadros mais graves, corresponde a 11,4%.

Alerta da saúde: prevenção é o caminho

A gerente de Malária e Outros Hemoparasitas da FVS-RCP, Myrna Barata, reforça que a queda nos números não significa que o trabalho de controle deva diminuir. Segundo a especialista, o apoio da população é fundamental para o sucesso das estratégias de eliminação da doença no Amazonas. “A malária ainda é um dos maiores desafios de saúde pública no nosso território”, destaca.

A fundação reforça a importância da agilidade: qualquer pessoa que apresentar sintomas clássicos — como febre alta, tremores, calafrios e dores de cabeça — deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para o diagnóstico rápido. O tratamento é gratuito e precisa ser seguido até o final, garantindo que o paciente não sofra complicações e, principalmente, que a corrente de transmissão seja interrompida.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *