O talento amazonense atravessou fronteiras e conquistou um dos maiores palcos da música mundial. A artesã e influenciadora Amanda Monteiro viu suas criações ganharem destaque internacional após serem escolhidas para compor o figurino de Anitta no álbum “Equilibrivm II”, lançado no último dia 23. As biojoias, que carregam a identidade da nossa terra, brilham na segunda parte do projeto audiovisual da artista.
O convite vindo de Parintins
A parceria surgiu de forma inesperada durante o Festival de Parintins deste ano. Enquanto participava de uma feira na ilha, Amanda foi surpreendida por uma mensagem da equipe de estilo de Anitta, que já acompanhava seu trabalho pelas redes sociais. A busca por acessórios com uma estética autêntica levou os produtores diretamente ao perfil da marca da amazonense.
“Me enviaram mensagem perguntando se eu tinha peças específicas e com prazo curto. Foi uma correria para fazer os acessórios saírem de Parintins e Manaus a tempo. A logística no Amazonas é um desafio constante, não é fácil garantir uma entrega rápida como no Sul ou Sudeste, mas foi uma maratona muito gratificante”, revela a artesã.
Design com essência amazônica
Entre as peças selecionadas está o ‘Colar Ginga’, um acessório de movimento feito com miçangas e tassels — técnica que Amanda adotou para substituir as penas tradicionais, criando uma identidade única inspirada na estética boho e no clima festivo de Parintins. A cantora também aparece usando os ‘Brincos Encarnados’, que complementam os visuais da faixa ‘Feitiço’, gravada em parceria com Mart’nália.
Do legado familiar ao sucesso nacional
O sucesso de Amanda no Estúdio Presepada não é fruto do acaso. Filha de artesã e professora, ela cresceu entre miçangas e aprendeu cedo o valor do trabalho manual. Após trabalhar como publicitária em São Paulo, a artista optou por retornar ao Amazonas, onde encontrou a inspiração necessária para suas criações.
“Eu imaginava que uma oportunidade dessas só chegaria quando tivesse uma estrutura gigante, mas o reconhecimento veio pela qualidade do nosso trabalho artesanal. Decidi voltar para casa porque entendi que é aqui, na minha terra, que faço sentido. Amo o Norte e quero mostrar que temos uma criatividade que merece o mundo”, destaca.
Para Amanda, ver o artesanato amazônico em um projeto de grande escala é apenas o começo. Ela acredita que a conquista abre portas para que a arte regional seja cada vez mais valorizada e reconhecida pela grandiosidade e identidade que carrega.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas

