Injeção de R$ 10 bilhões impulsiona inovação no campo
O Conselho Monetário Nacional (CMN) oficializou, nesta quinta-feira (23), a liberação de uma linha de crédito bilionária voltada à modernização tecnológica do agronegócio brasileiro. Com um aporte total de R$ 10 bilhões, a medida visa financiar a adoção de soluções nacionais que aumentem a produtividade, reduzam custos operacionais e elevem os padrões de sustentabilidade nas propriedades rurais.
Quem pode solicitar o crédito
A Resolução nº 5.331 permite que produtores rurais, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, além de cooperativas de produção agropecuária, acessem os recursos. Um dos grandes destaques desta linha é a inclusão de produtores rurais pessoa física, um segmento que frequentemente encontra barreiras para obter financiamento voltado à inovação. O teto de contratação por beneficiário foi estabelecido em R$ 30 milhões.
Onde buscar o financiamento
Os recursos não são distribuídos diretamente pelo governo, mas sim por meio de uma rede de instituições financeiras. O produtor deve buscar bancos públicos, bancos de desenvolvimento ou outras instituições credenciadas pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A Finep, empresa pública focada no fomento à inovação, será a responsável por definir quais equipamentos e tecnologias serão elegíveis, com a lista oficial disponível em seu portal.
Tecnologia e modernização
O foco da iniciativa é a transformação digital e tecnológica das lavouras. Entre as áreas contempladas, destacam-se a agricultura de precisão, o uso de máquinas automatizadas, a expansão da conectividade rural, sistemas de rastreabilidade e tecnologias voltadas ao manejo eficiente de insumos e recursos hídricos.
Taxas e condições de pagamento
Os financiamentos terão prazo de até cinco anos para quitação, com parcelas anuais e sem período de carência. Quanto aos custos, a taxa de juros é composta pela Taxa Referencial (TR), somada a um custo de 3% ao ano para a Finep e uma margem limitada a 4% ao ano para a instituição financeira operadora. Assim, a taxa final poderá chegar a 7,12% ao ano. Vale ressaltar que o risco de inadimplência recai exclusivamente sobre as instituições financeiras, retirando o peso do governo federal neste quesito.
Origem dos recursos
O montante de R$ 10 bilhões é proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A viabilização da linha ocorre por meio do superávit financeiro do governo, garantindo que a medida não gere impacto direto no Orçamento da União, conforme estabelecido pela Medida Provisória nº 1.374. Com a publicação da resolução, o crédito entra em vigor de forma imediata.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

