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Paralisação dos rodoviários: comércio no Centro de Manaus teve redução de movimento, diz associação comercial

Amazonas

Comércio do Centro sente o impacto da paralisação

A paralisação dos rodoviários, que afeta o transporte coletivo em Manaus desde a última segunda-feira (20), gerou um efeito dominó negativo no comércio do Centro. Segundo a Associação Comercial do Amazonas (ACA), o movimento na área central da cidade caiu drasticamente nesta terça-feira (21). O medo dos consumidores de ficarem sem transporte para retornar para casa foi o principal fator para a baixa nas vendas.

Dúvidas e impasses financeiros

O movimento grevista dos rodoviários é motivado pelo atraso nos salários da categoria. O cenário ganha complexidade com o impasse financeiro entre o Sindicato das Empresas de Transporte e o Governo do Estado. Em resposta, o vice-governador Serafim Corrêa anunciou, na noite de terça, o pagamento de R$ 18 milhões referentes a seis meses de pendências do Passe Livre Estudantil. Enquanto o governo busca regularizar os repasses, a Prefeitura de Manaus garante que não possui débitos com o sistema.

Trabalhadores enfrentam aglomerações

O reflexo da paralisação foi visível nos terminais de integração, onde trabalhadores enfrentaram longas esperas e superlotação ao tentar retornar para suas casas durante a noite. Apesar da situação caótica, o Sindicato dos Rodoviários afirma seguir a determinação da Justiça do Trabalho, que obriga a circulação de 80% da frota nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h) e 50% nos demais períodos. O descumprimento da norma pode gerar uma multa diária de R$ 120 mil por hora ao sindicato.

Impacto na rotina de estudantes e servidores

Embora a Secretaria Municipal de Educação (Semed) tenha mantido as aulas normais nas 520 escolas da rede, alegando que a proximidade das residências minimiza o problema, o ensino superior adotou postura diferente. Para evitar prejuízos aos alunos e servidores, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) optaram pelo formato remoto em suas unidades da capital, visando garantir a segurança e o acesso às atividades acadêmicas durante o período de instabilidade no transporte público.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.

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