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Com 13 casos de sarampo, São Paulo alerta para reforço na vacinação

Brasil e Mundo Saúde

Atenção com a vacinação: 13 casos de sarampo confirmados em SP

O estado de São Paulo registrou 13 casos de sarampo em 2026, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). Os diagnósticos foram identificados em bebês de até um ano e em adultos na faixa etária entre 20 e 50 anos, acendendo um alerta para a importância da imunização.

Dose zero para bebês

Para conter o avanço da doença, a SES-SP recomenda a aplicação da “dose zero” da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) para bebês de 6 a 11 meses que residem em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Esta dose estratégica é aplicada seis meses antes da primeira dose prevista no calendário regular, garantindo proteção extra aos recém-nascidos.

As autoridades de saúde ressaltam que a dose zero não substitui o calendário oficial. Após recebê-la, a criança deve seguir o esquema vacinal padrão: a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.

Atualize sua caderneta

A Secretaria de Saúde reforça que crianças, adolescentes e adultos que não completaram o esquema vacinal devem procurar a unidade básica de saúde mais próxima para verificar a situação da caderneta. A vacinação segue como a forma mais segura e eficaz de prevenir a doença e interromper a circulação do vírus.

Para sanar dúvidas sobre imunização, eficácia dos imunizantes e riscos da não vacinação, a população pode consultar o portal oficial Vacina 100 Dúvidas, da Secretaria de Saúde de São Paulo.

Alta transmissibilidade e risco de reintrodução

O sarampo é uma doença de altíssima transmissibilidade. O vírus pode permanecer em suspensão no ar, mantendo o ambiente contaminado mesmo após a saída de uma pessoa infectada. Especialistas alertam que, em cenários de baixa cobertura vacinal, o sarampo se espalha rapidamente.

Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destaca que, embora o Brasil tenha eliminado a doença em períodos anteriores, o risco de reintrodução permanece devido a surtos em outros países. “A nossa lição é fortalecer dois pilares: a vacinação e a vigilância atenta. Precisamos manter coberturas acima de 95% com as duas doses para evitar que casos isolados evoluam para uma circulação sustentada da doença”, conclui.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.

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