A seleção brasileira masculina de vôlei atravessa seu momento mais crítico na Liga das Nações. Após uma derrota por 3 sets a 0 para a Polônia — com parciais de 25/22, 28/26 e 25/19 —, o Brasil ficou em uma situação delicada e corre risco inédito de ser eliminado ainda na fase de classificação, algo que nunca ocorreu nas oito edições da competição.
Cenário de sobrevivência
Comandada por Bernardinho, a equipe ocupa atualmente a nona colocação entre 18 seleções, acumulando seis vitórias e cinco derrotas. Para garantir uma vaga nas quartas de final, o Brasil precisa subir, no mínimo, para o sétimo lugar na tabela. A tarefa, contudo, não depende apenas de um bom desempenho em quadra, mas também de uma combinação específica de resultados paralelos.
O próximo compromisso dos brasileiros será neste domingo (19), às 14h (horário de Brasília), contra a China. Além da obrigação de vencer, o time precisa torcer contra concorrentes diretos. O primeiro obstáculo para as pretensões brasileiras ocorre já neste sábado, no duelo entre Estados Unidos e Bulgária; o Brasil precisa que os búlgaros não pontuem de forma expressiva. No domingo, o cenário de classificação exige, obrigatoriamente, uma derrota da Ucrânia diante da Alemanha e um tropeço da Bulgária frente à França.
Crise de rendimento
O desempenho recente da seleção acende o sinal de alerta. O revés diante dos poloneses marca a quinta derrota do Brasil nos últimos sete jogos. Nesse período, a equipe somou apenas cinco pontos dos 21 possíveis, demonstrando uma instabilidade preocupante em momentos decisivos das partidas.
No confronto contra a Polônia, o ponteiro Lucarelli e o oposto Darlan foram os maiores pontuadores do Brasil, com 12 pontos cada. Pelo lado polonês, Tomasz Fornal brilhou, anotando 13 pontos e sendo peça fundamental no domínio do adversário. Ao final da partida, Lucarelli reconheceu a fragilidade da equipe: “Nossos dois primeiros sets foram de alto nível, mas cometemos erros em situações simples. Perder para um time forte como a Polônia desta maneira traz o pior sentimento possível”.
Legado em jogo
A Liga das Nações, criada em 2018 para substituir a tradicional Liga Mundial, sempre teve o Brasil como um dos protagonistas — o país sagrou-se campeão em 2021. No entanto, a atual campanha coloca à prova a tradição brasileira no vôlei mundial. O desafio agora é evitar uma eliminação precoce que marcaria negativamente a trajetória da seleção no torneio.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.

